Celso Loducca deixa agência que fundou

O presidente Celso Loducca anunciou nesta quarta-feira 19 seu desligamento das funções executivas na Loducca e encerra um processo de sucessão que vinha sendo conduzido há alguns anos.

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O vice-presidente de criação Guga Ketzer assume a presidência da agência, função para a qual estava sendo preparado.

As negociações para a venda de ações de Celso Loducca para o Grupo ABC, que já era sócio majoritário da agência, foram intensas e até a noite desta terça-feira 18, havia alguns pontos indefinidos. O publicitário tinha 23% do negócio. O ABC, 51%.

Um dos pontos em discussão era a participação que caberia aos sócios minoritários. Além de Ketzer, os executivos André Paes de Barros (vice-presidente de operações) e Daniel Chalfon (mídia) possuem 5% de participação. Ken Fujioka (planejamento) tem 1,5%.

Vale lembrar que a rede DDB, do grupo Omnicom, tem participação em agências do grupo ABC, inclusive na Loducca, com 8,74% das ações, além de 60% na DM9DDB (onde o ABC tem 40%) e 15% na Africa.

Da Stardard à agência própria

Celso Loducca iniciou sua carreira como redator da Standard, atual Ogilvy. Passou por agências como Y&R, Talent, W/Brasil e FCB.

Em 1995, fundou a então Lowe Loducca, parceria com a rede Lowe que durou até 2004. Naquele ano, a agência passou a se chamar Loducca 22 e tinha como sócios Tomás Lorente, falecido em 2008, André Paes de Barros, até hoje no negócio, e João Muniz (hoje na Lov, que na época, fazia parte da Loducca, como Loducca Virtual. A empresa faz parte do grupo Dentsu Aegis).

Em 2008, o Grupo ABC ampliou sua participação na Loducca de 20% para 51% – o investimento visava uma possível abertura de capital da holding brasileira, que só poderia consolidar os lucros da agência em seu balanço se fosse majoritária.

Na ocasião, Celso Loducca emitiu um comunicado dizendo que “assumir o controle” é um termo técnico que significa ter mais que 50% de ações, mas que não implicava na mudança de gestão e cultura. A mesma questão gerou incômodo recentemente no publicitário enquanto discutia a venda de suas ações para o ABC.

Em 2009, a agência foi protagonista de uma movimentação do ABC e se tornou Loducca.MPM, após a fusão com a MPM. A agência foi fundada em 2003 com o nome icônico da antiga MPM (mas sem qualquer relação além da marca) e sob a liderança de Bia Aydar, que deixou o negócio com a movimentação do ABC. Pouco tempo depois, a Loducca voltou com o nome solo.

Em 2011, a agência contratou Ken Fujioka, até então head de planejamento e estratégia digital da JWT, e Celso Loducca completou, enfim, sua linha de frente sucessória, também com Paes de Barros, Chalfon e Ketzer.

Apesar de emprestar o sobrenome à agência, Celso garante que nunca desejou “ter o nome na porta” – o pedido teria sido da Lowe, em 1995. Em sua carreira, Loducca recebeu diversos prêmios na área, dentre eles, o Caboré de Empresário da Indústria da Comunicação, em 2013, consolidando sua carreira. Paralelamente à publicidade, é sócio da Casa do Saber.

Via Meio e Mensagem

Conheça as 10 formas mais baratas de divulgar a sua empresa

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Muitos donos de pequenos negócios pensam que a publicidade é como ir ao dentista: algo que você só precisa fazer a cada seis meses. Mas, quando a publicidade é contínua e focada, os negócios ficam mais fáceis. Se os possíveis clientes tiverem uma visão positiva dos seus produtos e da sua reputação antes de você ligar para eles ou antes de eles começarem a comprar, você tem muito mais chances de fechar uma venda.

Outra novidade a respeito da publicidade permanente é que ela não está presa a uma etiqueta de preço. Trata-se apenas de mandar a mensagem certa para a pessoa certa na hora certa. Aqui estão dez ideias para fazer isso… sem gastar muito:

1. Faça os clientes se sentirem especiais.
Os clientes gostam de ser reconhecidos, especialmente nos dias de hoje, em que tudo é rápido e “pelo menor preço”. “Mesmo com empresas na internet, é possível prestar um bom atendimento ao cliente”, diz Denise McMillan, dona de uma loja on-line. McMillan inclui um pequeno sachê com cheiro de rosas em todas as sacolas de jóias ou lingerie que ela vende e também envia uma carta de agradecimento escrita à mão. “O sachê e a carta custam alguns centavos, mas acrescento algo especial à compra”, ela afirma.

2. Crie cartões que os clientes queiram guardar.
A maioria dos cartões de visita é descartada algumas horas depois de uma reunião. Em vez de ter seu cartão jogado fora, crie um que as pessoas realmente usem, como um bloquinho de anotações com suas informações de contato em todas as páginas. O bloco de anotações é consultado quase todo dia, guardado por 30 dias, mais ou menos, e deixa uma lembrança forte.

3. Pare de atender clientes que não dão lucro.
Se essa ideia lhe dá arrepios, pense melhor. Você caiu na mentira de aumentar as vendas em vez de alavancar os lucros. Se você parar de atender clientes que não dão lucro, você tem mais tempo e recursos para clientes que realmente podem ajudar sua empresa a crescer. “Provavelmente, 20% dos seus clientes estão contribuindo para de 150% a 200% do lucro anual total; 70% não dão lucro e 10% custam de 50% a 100% do seu lucro”, afirma o consultor Michael King. Analise bem os dados de lucratividade dos seus clientes e, depois, direcione serviços especiais e propagandas para aqueles que importam.

4. Crie uma lista de contatos por e-mail e mande cartas pelo correio.
A maioria das empresas aproveita o poder dos e-mails e você também deve enviá-los. É muito econômico. Porém, já que o e-mail de marketing está em todos os lugares, você pode se destacar se enviar, de vez em quando, cartas pessoais pelo correio para clientes antigos e possíveis clientes. Apenas tenha certeza de que essas cartas trazem algo que os clientes querem ler, como uma análise de eventos recentes na sua área, ofertas especiais ou um agrado personalizado (um desconto na próxima compra, por exemplo). Essa correspondência tem que ter valor para quem lê, para refletir o valor dos seus produtos. Lembre: a melhor maneira de vender é divulgar.

5. Participe de feiras e conferências.
Você pode criar rapidamente folders interessantes com informações de contato, encartes com novidades sobre produtos ou um pequeno site sobre um evento.

6. Combine os negócios com prazer… e solidariedade.
Realize um evento, festa ou conferência por uma causa que você apoie. Isso traz a possibilidade de conhecer várias pessoas e exibe suas habilidades de liderança.

7. Crie um destino. Uma livraria com uma cafeteria dentro.
Uma loja de móveis com profissionais para cuidar dos filhos dos clientes. Por quê? Para que os clientes passem algum tempo lá. Uma manhã de domingo na livraria torna-se uma agradável rotina de fim de semana, em vez de somente uma compra. Roube essa ideia. E essa dica também vale para a internet. Usando a publicidade do tipo “pague por clique” (você só paga pela propaganda se algum usuário clicar no link para o seu site), você pode atrair público para eventos ou ofertas, observa o consultor Jay Lipe.

8. Torne-se um especialista on-line. Essa é uma estratégia de “amostra grátis” para conquistar negócios.
Pesquise listas de discussão por e-mail e bate-papos on-line relevantes para sua empresa e seus clientes. Participe de vários deles publicando comentários para resolver problemas ou respondendo a perguntas. Pode ser necessário fazer isso durante um tempo. Mas a recompensa aparece na forma de clientes e indicações.

9. Flerte com a mídia local. Reportagens geram mais credibilidade do que a publicidade paga.
Para receber a cobertura da mídia local, seja do jornal, da TV, de estações de rádio ou jornais de comércio, você precisa de uma notícia nova e na hora certa. Geralmente, vale a pena contratar um profissional de relações públicas ou assessoria de imprensa. Ele conseguirá espaço para as notícias, irá atrás dos representantes de veículos de comunicação e enviará comunicados para a imprensa falando sobre sua empresa. Normalmente, isso pode ser feito por um curto prazo ou de vez em quando.

10. Por fim, não deixe os clientes escaparem. Faça um esforço para trazê-los de volta.
Custa muito menos trazer de volta um cliente insatisfeito ou que não aparece há muito tempo do que atrair um novo. Se você não vê um cliente há algum tempo, mande um e-mail personalizado (esse processo pode ser automatizado) perguntando se está tudo bem. Para um cliente que passou por uma situação ruim, use o telefone, reconheça a situação e pergunte se há algo que você possa fazer. Um desconto também é bom. Ser gentil com os clientes é a propaganda mais inteligente e barata que você pode fazer.

Via Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Máteria: A Primeira impressão é a que fica

Serviços de consultoria de imagem cresce e conquista clientela fiel

Sopa de Ideias

Os sócios Luiz Fernando Costa de Sousa, Diego de Almeida Campos, Thiago Menino dos Santos criaram a Sopa de Ideias que oferece serviços de criação de website e divulgação on-line.

A Sopa de Ideias foi fundada em 2010, na capital paulista, por Diego de Almeida Campos, Thiago Menino dos Santos e Luiz Fernando Costa de Sousa, a partir de um insight de Diego e Thiago, que detectaram uma onda crescente na demanda por desenvolvimento de website e divulgação on-line. “Ouvíamos reclamações constantes sobre o atendimento de agências e percebemos aí uma oportunidade de nos diferenciar no mercado. Essa filosofia de investir na excelência do atendimento assegura até hoje um alto índice de fidelidade dos clientes à agência”, afirma Diego de Almeida Campos.

A Sopa de Ideias trabalha com um método de comunicação 360º – a comunicação integrada. Os sócios perceberam nas empresas a necessidade de centralização de todo planejamento e desenvolvimento da comunicação com um só fornecedor e se agarraram a esse modelo. “Hoje, percorremos com o cliente todo o processo de comunicação, desde o planejamento das ações de marketing até a entrega e medição de resultados”, detalha Campos.

A agência possui uma equipe forte na área digital e também é aproveitada para off-line. Com um time de 10 pessoas, o negócio está em franco crescimento, buscando novos profissionais e desafios. “No último ano, tivemos um crescimento de 500%, conquistamos seis novas contas e estamos aprendendo muito com novos mercados. A expectativa dos cliente sem geral não está muito boa quanto as vendas para 2014, isso tem refletido de forma positiva para n´s, pois eles têm enxergado a necessidade de investir em sua comunicação para se destacar”, informa o empreendedor.

Segundo Campos, os sócios não veem outras agências como concorrentes. O trio enxerga um grande potencial em compartilhar conhecimentos e até mesmo trabalhos que podem ser complementados por outras pessoas. ” O mercado é muito grande, assim como a demanda. Quem faz um bom trabalho e possui um bom atendimento, se dá bem”, assegura o empresário.

A publicidade é um mercado com áreas diferentes de atuação, que está precisando muito de bons profissionais. Para quem quer empreender, Campos afirma que é preciso estar sempre atendo às crescentes mudanças do setor. É preciso se adaptar aos diferentes públicos de diferentes clientes, e passar essas nuances à equipe de criação de forma clara, sem gerar ruído. Além disso, deve-se tomar um grande cuidado par não cair na mesmice e saber gerenciar o tempo de forma a aproveitar as horas livres para aprender mais.

Fonte: Revista impressa “Meu próprio negócio – edição 130 – pag86.”

Em 2014, inove!

“Aqueles que inovam ficam em posição de vantagem em relação aos demais.”

Com mais um ano chegando a grande preocupação das empresas está em como inovar nos seus negócios.  Como identificar os problemas e transformar ideias em soluções?

Inovar vai além de investir em novas ideias e estratégias. Inovar tem a ver com gerar valor, é um processo de transformação, identificar os problemas para que se possa solucioná-los de maneira efetiva otimizando seu negócio. Uma tarefa árdua e essencial para ser diferente diante do mercado.

Ideias são apenas uma das etapas do processo.

É importante definir quais os objetivos da empresa, porque a mudança sempre envolve riscos ou lucros que nem sempre são instantâneos.  A inovação só terá resultados quando método e ambiente estiverem alinhadas. E claro, proporcionar um ambiente propicio onde as pessoas sejam estimuladas a darem seu melhor no desenvolvimento de soluções e novas possibilidades. Lideres engajados fazem pessoas assumirem desafios com coragem e dinamismo.

O sucesso de uma empresa não vem somente da qualidade de seus produtos ou serviços, vem principalmente das iniciativas e inovações implementadas.  Consumidores esperam ser surpreendidos e criam mais e mais expectativas sobre as empresas que consomem.

O quão diferente você é diante dos concorrentes?

Quais os principais parâmetros dessa transformação?

1. Identifique seus problemas e suas oportunidades dentro do mercado.

2. Selecione as ideias que podem virar oportunidades de negócios.

3. Desenvolva as ideias. A etapa agora é a transformação das ideias e dos projetos em algo que possa ser testado e aplicado. Experimente.

4. Organize-se. O que você quer inovar primeiro? Produtos? Serviços? Processos?

5. Esteja preparado para utilizar seus recursos: dinheiro, tempo, habilidade e conhecimento.

6. Experimente. Avalie. Aplique suas ideias. Essas soluções devem ser desenvolvida para cada realidade.

Inovar não é somente ter grandes ideias, mas transformá-las em valor!

Em 2014, inove seu negócio. Seja diferente da concorrência. Vá até aonde os outros não foram.

 

Quatro questões para 2013

Uma frase dita no Caboré dá o tom do que está sendo 2012 para o mercado: é um ano de aprendizagem, com expectativas que não se cumpriram e com a necessidade de ajustes durante o percurso. O verbo está no presente porque, ao contrário do que ocorria no passado, as agências têm trabalhado intensamente até na véspera das festas. Portanto, ainda há muito por entregar. Mas não há como não pensar em 2013. O que ele nos reserva?

Embora 2012 se despeça com um PIB pífio — para alguns especialistas, o crescimento rondará 1%; para o governo, 2% —, existem bons sinais de retomada, sobretudo porque em junho acontece a Copa das Confederações, que deverá aquecer a indústria da comunicação. Por outro lado, a crise econômica internacional continuará a exercer pressão sobre as agências que fazem parte de grupos multinacionais (situação prevalente entre as maiores do setor). O que, em si, representa um importante desafio para os players.

Tais assuntos já norteiam as discussões do mercado. No entanto, há outras questões que igualmente merecem a atenção das lideranças desta indústria. São temas que foram debatidos por este Meio & Mensagem ao longo do ano e que apontam a necessidade de mais reflexão e ação para que venham propostas que permitam ao mercado crescer acima de barreiras que, por vezes, o próprio setor cria.

1. Primeiro foram as conversas em caráter mais reservado. Havia tantas concorrências acontecendo ao mesmo tempo e com exigências tão extremas, envolvendo pesquisas e planejamento de longo prazo, que as queixas foram se sucedendo. Depois o problema ganhou abertura, com manifestações em eventos como o MaxiMídia. Ficou exposto o crítico retrato do momento, em que processos especulativos tomam frequentemente o tempo e a energia dos talentos das agências, sem que isso implique remuneração. Um cenário em que contas são revistas apenas porque isso se transformou em prática para diminuir custos, sem se colocar na balança o peso estratégico da comunicação para as marcas. No MaxiMídia ensaiou-se um movimento em busca de uma saída. Mas não foi além. Ainda não se vê uma maior mobilização em torno das concorrências especulativas. Ou não é essa uma questão para se colocar à mesa em 2013?

2. Os encontros de jornal realizados em 2012 discutiram bastante a força do digital nas receitas, que é pouco representativa nesse sentido. Inovação para o papel ficou em segundo plano, um erro. Ainda há muitos leitores do diário físico, como mostrou pesquisa da associação mundial dos jornais. É preciso que os veículos confiem mais no potencial de seu produto, investindo em soluções, reformulações, posicionamento. Isso tanto dá certo que O Globo levou o Caboré de Mídia Impressa, entre outros prêmios que amealhou neste ano.

3. Leões e outras conquistas do gênero valorizam profissionais, agências, redes. No entanto, acabam banalizados porque tudo se faz por um troféu, inclusive aquela história que parece não ter fim: o fantasma. Sua produção se sofisticou e hoje as peças têm até veiculação (para se ter o registro de que elas saíram em algum lugar). Entretanto está claro que certas campanhas surgiram com o único propósito de ganhar prêmio — e isso é muito primário. Até quando será assim?

4. A busca por talentos é outro tema que chama a atenção. O passe de um “profissional completo”, como se diz no mercado, está tão alto devido à escassez de talentos que as agências disputam nomes oferecendo salários bem acima do que caberia a um funcionário sem tanto back­ground. Ruim para a agência, bom para o profissional? Nem tanto. Quem atinge um status para o qual ainda não está preparado corre o risco de ser logo dispensado já que ainda não tem condições de entregar o que se esperaria de um talento mais tarimbado. Outro problema é que o nível de comprometimento sofreu abalos. Uma das reclamações feitas no mercado é que os profissionais não se entregam tanto a projetos de longo prazo. Afinal, de uma hora para outra eles podem estar em novo endereço. Há algo a se fazer diante disso?

Esses são temas que podem ser discutidos pelas lideranças do setor, pelos fóruns que representam o mercado. Poderiam ser colocados na agenda, na lista dos projetos e metas do ano. E poderiam constar do check-list que se faz a cada final de exercício. Ou seja, daqui a um ano, quais dessas questões teriam respostas e abririam espaço para as demandas de 2014? Porque se há algo que incomoda quando se monta uma lista de prioridades é ver que as pendências vão mudando de lugar em vez de desaparecerem de vez da linha de frente.